Archive for the 'by Inventorama' Category

_new

Impressionante o número de novos conceitos que aparecem todo dia na nossa frente. O volume e a força deles é tamanha que me faz desconfiar que o marketing está sendo reinventado.

Não completamente, é claro. Afinal, o marketing ainda serve, fundamentalmente, para vender. O que estou me referindo são os conceitos de superfície, que existem para dar um certo requinte e brilho aos novos pensamentos.

Crowdsourcing, LoveMarks, Long Tail, Wiki, Storytelling, Minipreneurs, Tipping Point, Generation C, só pra citar alguns.

E aí, algum lembra de mais algum?

_mais offline

magazineEm um passeio despretensioso pela Augusta ontem, notei uma loja diferente, com uma fachada bonita. O interior lembrava um tênis da Vans, todo em xadrez-preto-e-branco, mas achamos que tinha algo errado: só xícaras, aparentemente à venda. Resolvemos perguntar para o vendedor e descubrimos que se trata de um projeto ousado e que põe na prática alguns conceitinhos que a gente vê pululando por aí em Trendwaching Briefs. Nada menos que uma loja colaborativa, voltada a mini-empreendedores (os famosos minipreneurs) que podem alugar espaços nas prateleiras para vender o que bem entenderem. A loja não ganha comissão, só o valor do aluguel mensal.

Depois que saímos da loja, a sensação que deu foi a de “Nossa, queria ter tido essa idéia…”(com reticências, mesmo, quase como um suspiro).

Mas será que vai dar certo?”

Essa pergunta deve ter povoado a cabeça dos astutos empreendedores que botaram a mão na massa pra concretizar a idéia, de fazer inveja ao Daltony, e é uma questão perguntávelmente viável pra qualquer um que tome conhecimento da loja. Eu respondo: Já deu certo. Não sei se eles já têm expositores, até ontem não havia nada além das xícaras xadrez nas prateleiras, presentes para futuros parceiros, que vão poder contar com “profiles de marca” no site, um espaço para expor seus “valores, ideologia e produtos”.

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A loja toda é bacana e ao que parece ainda não está rodando a todo vapor, mas logo vão aparecer coisas legais de lá. é legal ver como é a aplicação em uma loja física do que se vê em algumas e-stores (começou forte com a Threadless, e aqui no Brasil, principalmente com a Camiseteria) de “compra como endosso”, colaboração e o velho “ganha-ganha”.

Uma última dúvida: se muitas pessoas descobrirem a loja, ela tem chance de se tornar muito popular. Com isso, mais gente pode querer vender seus produtinhos, que podem ser comprados (logo, endossados). Isso pode reduzir a qualidade (estética, materiais, o que for) dos produtos vendidos?

Espero que não.

Praquem quer conhecer:

Loja Endossa

Rua Augusta, 1360 – Sum Paulo

Site

Update - Segundo o Gustavo, que parece ser da Endossa, a loja “começou a reservar espaços na segunda-feira e até agora já foram alugados 21 espaços. Tem espaço para todo mundo e os produtos entram dia 19!

_um outro tipping point

O meu conceito de tipping point não é nada brilhante, comparado ao original desenvolvido pelo Gladwell, mas acho que ele, de alguma maneira, pode ser verdadeiro.

O conceito original afirma que há um determinado ponto ou momento em que um comportamento passa a ser mainstream, ou seja, deixa de ser de poucos e passa a se tornar popular e aderido por muitas pessoas. Ou seja, o tipping point é o momento que deflagra modismos e tendências.

Mas, acho que existe um outro tipping point, um que é responsável não por deflagrar mas por acabar com um modismo de uma vez por todas.

Na maioria das vezes esse tipping point acontece quando algum representante da tendência extrapola, passa dos limites.

Por exemplo. Há uns 10 anos, a moda entre os adolescentes (acho que principalmente do interiror de SP) era usar bonés para tudo. Mais precisamente, bonés importados, de times americanos de basket.

Como era moda, o consumo era gigante e as marcas de bonés aproveitaram a onda pra diversificar as ofertas e com isso vender cada vez mais. Apareceram bonés de diversos times de basket, depois de times de futebol americano, de baseball. Aí começaram a surgir bonés de diferentes tecidos até que apareceram os de couro, com placas de metal coladas na frente.

Mas, peraí: boné de couro com placa de metal? Passou dos limites, virou brega, caiu no desgosto da molecada e foi responsável pelo tipping point às avessas e acabou com a modinha dos bonés importados.

Esse tipping point não é tão ruim assim, na verdade, em muitos casos ele é ótimo pois acaba com aquela modinha que já encheu o saco de todo mundo.

Seria bom se aparecesse alguns “bonés de couro” para acabar com modinhas chatas que insistem em permanecer nas nossas vidas: os reality shows, por exemplo, não?


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